girl-interrupt-ed asked:

Oii! Tudo bem? Então, eu adoro o que você escreve, acho muito lindo mesmo! Queria saber se posso postar na minha página no facebook, coloco seu link lá também, pra quem se interessar poder procurar mais.

Porque não? Me passa a página para depois eu ver. ;)

Numa estrada longa, sem muitos motivos, planejei nosso reencontro como um passeio de trem. Caminhamos pelo mesmo trilho, encontramos muitos devaneios porque o ar mais áspero passou por nossos pulmões. Encontramos motivos, quase partimos, quase deixamos de ser. Por alguns segundos te via morrer com o passar do trem. Morria contigo, porque sem você ficava difícil viver. Matei meus instintos antes de te ver partir. Me jogava da ponte mais próxima como quem arquiteta com detalhes a ausência do outro dia. A ausência que você construía em mim, se ti visse partir. Sobre forres influências teatrais, matava em mim os piores personagens. Os mais bonitos, eu deixava para o nascer do sol ou para um olhar distraído que você atira em mim, como quem finge que é cego, mas consegue ver o mundo muito melhor assim. Onde o trem não nos alcança, e eu consiga caminhar. Dos mais profundos abismos, de um copo de bebida que eu não tomei, de um dia que eu não fui te ver. Nós, vamos passear de trem. Porque aí te implanto, te crio em ferragens, como quem constrói uma presença, para nunca mais te ver partir. Sua ausência me cura de traumas que eu ainda não passei, mais sua existência no mundo, me deixa claro, que ainda faltam muitos trilhos entre eu e você. Mas eu vou embora, contigo na bagagem, esperando você construir os cacos, esperando você ser atingida, no mesmo trilho, pelo mesmo trem que eu.
No mesmo trem que eu, estar perto não é físico. – Alexandria J.

Eu me perco entre as escritas de roteiros para filmes e uma solidão alternativa literalmente soberana sobre pensamentos noturnos no fim do dia. O descanso no travesseiro exala teu nome e teu cheiro me atrai por quilômetros de distância, é por você que minha mente acaba buscando em meio há turbulentos pensamentos sobre a vida, uma majestosa razão em insistir na ideia de ser feliz. O que eu mais gosto no teu amor, no nosso, é esse tempero de melancolia que esconde o nosso jeito particular de sentir as coisas. Cada pessoa é um mundo e a gente sempre acaba vivendo em galáxias muito próximas. Eu acabo me limitando a mim mesma porque você acaba sendo o resultado das minhas buscas infinitas, mas eu, ah, eu, eu aprecio o drama. Degusto você como se soubesse de todas as suas qualidades e defeitos e detalhes que só você no mundo parece ter. Eu não me engano, eu sei que não é só você. Mas eu não sei. Me preocupo com o desconhecido, me limito, me cuido. Permaneço na inercia de te querer e me afogar no desejo, como alguém que se inibe das próprias luxurias antes mesmo de senti-las. Eu não posso te prometer tempo, porque ele estraga as coisas demais, muito menos sentimentalismo excessivo. Eu não vou me entregar assim, tão fácil. Sempre serei o seu mistério matinal, não adianta tentar sentir outra coisa, tanto porque sentir dói e todo mundo sabe o que vem depois do amor.

Você sabe.
Eu costumava a saber.

Mas eu te amo e te curo.
te pertenço e me mudo.
pra cura do seu viver.

Do teu ser, me abrigo. - Alexandria Jane.

et-mortuus-est asked:

Você já leu algum livro da Karina Dias? (se não, eu recomendo) Admiro muito seu tumblr, parabéns!

Pesquisei sobre ela depois de ler está ask e me parece que ela é uma escritora homoafetiva certo? O que eu vi, pelo menos pela primeira vista é que ela parece ser uma escritora não tão interessante. Julguei claro, porque não conheço seu trabalho. Porém, já que gostou, podia me indicar algo dela. Será que se eu fazer um livro, vocês iriam ler?